Os desafios das bandas independentes em Pernambuco

 

Danillo Sousa
Créditos: Danillo Sousa

Por Daniele Alves e Ewerton Oliveira

Viver de música nem sempre é fácil. Além do talento, muitas vezes, é preciso investimento de tempo e dinheiro para o trabalho ser reconhecido. Seja para alugar um estúdio, para gravar um CD ou mesmo participar de eventos, algumas bandas precisam ralar bastante.

As músicas de Pernambuco são conhecidas internacionalmente, principalmente quando se trata do frevo – que em 2012 recebeu o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco – maracatu e forró, além do mangue beat. Entretanto, o reconhecimento não é tão grande quando se trata de outros gêneros musicais, como o rock.

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Créditos: Shilton Araújo

 

Na Região Metropolitana do Recife (RMR), existem dezenas de bandas compondo, ensaiando, tocando e buscando um lugar ao sol. Sem gravadoras ou empresários, elas fazem da internet sua maior parceira de divulgação e costumam estar atreladas ao cenário “underground” (“subterrâneo, em inglês), por caminharem na contramão da massa. Um exemplo disso, é o músico por trás do Magic Bus, Danillo Sousa (na imagem ao lado), que compõe, toca e também é responsável pela divulgação das músicas e dos trabalhos nas redes sociais.  O duo Magic Bus foi criado em 2014 com um amigo, no qual lançaram um EP.

Dois anos depois, com alguns shows e desafios na bagagem e um reconhecimento significativo para tão pouco tempo na “estrada”, o Magic Bus – que atualmente só possui Danillo no comando – lançou o primeiro álbum Siga meu conselho: espere sempre o pior, que pode ser conferido abaixo.

Além das conciliações com estudos, há bandas em que os integrantes não podem se dedicar tanto à música quanto gostaria, pois não possuem recursos financeiros para isso. Nesse caso, eles têm outras profissões para se manter e investir na compra de instrumentos, aluguéis de estúdios para ensaios e/ou gravações.

Outro importante desafio para as bandas independentes é encontrar um local onde possam mostrar seu trabalho. Muitas vezes, elas só conseguem quando se juntam a bandas já conhecidas ou quando estão dentro do mesmo cenário e participam de festivais realizados dentro do próprio estado. Alguns desses locais estão reunidos nesse mapa:

No entanto, algumas dessas bandas da RMR costumam ganhar um reforço de grupos que estudam, pesquisam e/ou divulgam seus trabalhos. Como é o caso do Cena Recife – que foi um dos idealizadores da pesquisa do perfil do público consumidor de Rock na RMR realizada em 2015 – e responsável pelo desenvolvimento e lançamento de duas coletâneas, uma delas pode ser encontrada aqui – e o GESCC – Grupo de Estudos Sobre Cenas Culturais, grupo coordenado pelo professor Diego Carreiro e alunos das Faculdades Integradas Barros Melo.

Na reportagem abaixo, Danillo Sousa e Diego Carreiro contam um pouco sobre os seus respectivos trabalhos. Além deles, o baixista da Banda Jet Cats, Draylton Tavares e o dono do Burburinho Bar, Elpídio Diniz, comentam sobre o cenário das bandas independentes.

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