Estudantes Empreendedores

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Por Claris Massena e Suany Reis

É cada vez mais comum ver estudantes universitários que aproveitam os corredores das instituições onde estudam para fazer negócio, tornando-se assim microempreendedores. Conhecemos a história de Amanda Carvalho, 20 e Jhonhson Silva, 28. Ela vende brownies, ele tortinhas de leite condensado. E não é que eles fazem sucesso entre colegas e professores?

A estudante de Direto, conhecida como “Amanda do Brownie” tem seus produtos bastante indicados e elogiados na universidade em que estuda. Sua história com os brownies começou ainda no colégio, quando cursava o segundo ano do ensino médio. “Comecei a vender porque queria juntar dinheiro pra um evento grande que sempre tem no colégio, como no primeiro ano eu estava no intercâmbio e não tive como participar, no segundo ano eu queria ir de qualquer jeito, porém meu pai não queria pagar”, contou.

Ela já sabia fazer os doces, quem experimentava sempre gostava muito. Sua tia a incentivou a vender, e ajudou a fazer os primeiros para a estudante levar para a escola. Mesmo muito envergonhada, ela resolveu levar e contou pras amigas que aos poucos começaram a comprar, foram falando pra outras pessoas e foi se espalhando. No seu terceiro ano, tudo estava mais corrido por conta da preparação pro vestibular, daí resolveu ensinar a receita para sua mãe. Nesse ano Amanda afirmou que foi sem comparação, pois vendeu muito. “Eu chegava a levar 60 brownies e acabar. Minha irmã mais nova ajudava a vender na sala dela também, ela vendia uns 20 pelo menos, e a gente chegava a vender 80, às vezes 100 por dia. Isso era muita coisa! Eu tinha aula de segunda a sábado e levava quase todos os dias”.

Quando ela entrou na universidade não quis parar de vender, e logo na primeira semana avisou ao pessoal que iria levar o produto para conhecerem. As pessoas da sala dela compram sempre, e pessoas de outras salas também à procuram.

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Com clientes antigos e novos, Amanda vende seus produtos no corredor da universidade

“Na minha casa somente meu pai que trabalha, e é realmente uma fonte extra. No final do ano passado, a gente criou uma página no Instagram para divulgar os produtos, pois muita gente já havia pedido, inclusive pra abrirmos uma loja, mas não é assim, né?!” Amanda conta bastante descontraída, e fala que agora também faz “bolo brownie” e sua mãe, brigadeiros. Atualmente está recebendo encomendas grandes, como festa de 15 anos.

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A renda obtida é depositada na poupança e ano passado ela e sua mãe viajaram para Europa, onde todo dinheiro que levaram foi fruto das vendas. Ela calculou o valor do lucro, em torno de mais de 15 mil reais ao longo do ano.

A criatividade e boa comunicação são formas de se dar bem nas vendas. Jhonhson, estudante de cinema, é um exemplo disso. Ele é bastante comunicativo, e se tornou conhecido por todos na faculdade onde estuda.

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Jhonhson conquista a clientela rotineiramente

Tudo começou pela vontade de casar, ele e a namorada buscavam uma forma de juntar dinheiro para realizar este sonho. Veio então a ideia de vender as tortinhas de leite condensado, que a namorada já sabia fazer. “Ela falou: Ah, tu é tão dinâmico, por que tu não vende lá na tua faculdade? Ai eu comecei a trazer os produtos e o pessoal foi divulgando entre eles mesmos. No primeiro dia, eu trouxe duas caixas e conseguir vender, depois mais três caixas… e assim sucessivamente”. Conta o estudante.

Jhonhson vende as tortinhas no intervalo, quando larga e até na aula, para colegas e professores. Ele vai atrás e convence todo mundo a comprar, junto com seu carisma e o ótimo sabor das tortinhas faz sucesso com as vendas. Atualmente, ele vende também nos ônibus (BRT’s) na ida e volta. O casal procura vender em horários e lugares que não venham atrapalhar seus estudos. Hoje, com a renda obtida, eles pretendem financiar um apartamento.

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Chamando a atenção de todos, o estudante é bastante dinâmico nas suas vendas
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Jhonhson prestes a oferecer suas tortinhas aos professores

As histórias destes estudantes são exemplos da aposta na veia empreendedora, a venda de produtos que começa de maneira informal, pode se tornar  profissão.

O SEBRAE, presta serviços de atendimento e oferece aulas para quem quer se tornar empreendedor. Para o consultor Lucas Rubens, tem que existir perseverança diante das ideias: “As pessoas tem que ser otimistas, experimentar, tentar e correr atrás de mais informações. Isso é o espírito do empreendedor, fazer esse investimento e apostar como se fosse ‘um tiro no escuro’, mas aquilo dali vai ter um resultado, tem que ser perseverante”.

Para conhecer melhor estas histórias, confira a nossa reportagem:

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