Será o CD físico um artigo de luxo?

Com mais de 30 anos no mercado fonográfico, o CD vem perdendo espaço para novas mídias.

“Sem a música, a vida seria um erro” frases como a do pensador e sociólogo Friederich Nietzsche deixam claro que as pessoas fariam o (im)possível para consumir música, seja lá de que maneira for – Físico, digital, streaming.

No início dos anos 80 – estouro do compact disc-, a fabricação de cds ultrapassava a marca de 45 milhões na sua produção e vendas, tendo como público alvo os jovens de 15 a 24 anos. As vitrolas e os LP’s deram espaço para os famosos discmans. É possível perceber, também, um grande apelo da indústria cultural em promulgar esses aparelhos em filmes e seriados, impulsionando cada vez mais o consumo e a propagação desses meios. Mas, uma pergunta que paira a cabeça: até quando eles vão sobreviver?

Ao longo dos anos 90 os cd’s continuavam regendo a forma mais corrente de obter música em mãos – e ouvidos.  Quando o mundo já estava acostumado com essa facilidade, surge, então, por Steve Jobs, o iPod. Nele, segundo o próprio criador, as pessoas poderiam ter acesso a milhares de músicas em um dispositivo que cabe na palma da mão. Ou seja, se o consumidor fazia questão de ter uma prateleira cheia de discos, imagina ter todos esses discos de forma digital e sem ocupar espaço? Ponto para Jobs. Com o surgimento do iPod, Mp3 e o alcance cada vez maior de downloads ilegais na internet, seria inteligente pensar que o fim do tão aclamado “disco compacto, há três décadas, estaria próximo? O tempo e as demandas do mercado vão responder melhor essa pergunta que tanto inquieta os consumidores natos de música.

Assim como o Vinil, alguns especulam que, futuramente, os cds vão se tornar artigos de luxo: Só os grandes colecionadores e apreciadores do formato vão querer obter uma cópia do álbum do seu artista favorito. O termo “artigo de luxo” ainda soa estranho, por que ainda é muito acessível entre as pessoas. Para o DJ Caio Alves, a mídia física já não é necessária, e afirma que esse formato é para quem gosta de colecionar. “Luxo não, mas nicho. É item pra quem coleciona. Não é mais uma necessidade, mas tem gente que gosta”, comenta.

Tendo em vista das transformações que o mercado fonográfico tem passado durante os anos, da procura praticidade e necessidade de ouvir música em qualquer lugar, ainda existem pessoas que fazem questão de ir à loja de discos e adquirir a sua cópia, como é o caso da Estudante de comunicação Talita Amorim, consumidora ativa de discos. “Eu prefiro dez mil vezes ir à loja e comprar um cd. As vendas digitais fazem você perder aquela sensação de esperar uma artista lançar um material novo e ir comprar”, comenta.

Mesmo a atualidade comprovando que a teoria do “vídeo killedthe radio star”(canção do grupo Buggles, que, em meados de oitenta afirmava que os artistas de videoclipe “matariam” as estrelas do rádio) está caminhando para o êxito, a internet ainda não matou a mídia física. E que seja assim por mais uma década.

Quem também fala sobre o tema é o pesquisador Diego Carreiro. Confira:

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