BR-232 segue o mesmo caminho da 101

Por Edson Mota

O professor Márcio Assis viaja quinzenalmente pela BR-232, uma das principais de Pernambuco. A rodovia, que começa no Recife e tem o seu fim na cidade de Parnamirim, no Sertão pernambucano, é uma velha conhecida do professor, que mora em Caruaru e vem visitar sua família na capital do Estado. Márcio anda pelos quase 127 quilômetros e o retrato, segundo ele, é de abandono em algumas partes. “É uma rodovia mal conservada. Apesar de não ter muitas curvas, até por ser uma via rápida, o grau de periculosidade é muito alta”, alerta.

Para ele, o trecho entre Vitória de Santo Antão e Moreno se encontra em um estado de penúria. “A estrada está terrível naquela região. Além disso, contém muitas curvas, dificultando a vida de quem passa por ali”, desabafa. Ainda segundo o professor, o trecho mais perigoso é a parte entre Caruaru e Bezerros. “Você só pode andar pelo lado esquerdo da estrada, pois a direita é praticamente intransitável”.

A realidade de Márcio é vivida por várias pessoas que precisam utilizar todos os dias a estrada que corta Pernambuco de um canto a outro. A falta de dreno nas pistas dos dois lados não permite que a água escorra, fazendo com que, em longo prazo, a estrada tenha os mesmos problemas da 101.

Perguntada sobre o assunto, a jornalista Roberta Soares, do Jornal do Commercio, usa um exemplo curioso para se referir à estrada. “Quando você está andando pela rodovia, a sensação que dá é de que você está andando em uma montanha-russa. Isso é um absurdo, um crime!”, afirma.

Segundo a Secretaria de Transportes do Estado, a previsão é de que em novembro deste ano já se tenha um planejamento para resolver o problema da rodovia, que se torna traiçoeira também graças à falta de conservação das placas.

Parece um resumo da situação da BR-101, mas é só a BR-232 também pedindo socorro.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *